terça-feira, 15 de outubro de 2024

Paradeiro de Custodiados: mais agilidade na localização de pessoas presas

Novo processo é feito de maneira segura e rápida, trazendo resultado direto na tela do solicitante

Clique para acessar


Está disponível no site da SAP um novo serviço. Agora, é possível localizar uma pessoa que está custodiada em uma unidade prisional da SAP de maneira rápida, em poucos cliques. Trata-se do sistema Paradeiro, disponível em: https://portal.sap.sp.gov.br/formularios/paradeiro.

Na página principal do portal da Secretaria da Administração Penitenciária, um botão lateral permitirá acesso direto a esse novo serviço, facilitando ainda mais a navegação. Também será possível o acesso nas áreas de Visitantes e de advogados do site da SAP.

Com ele, qualquer pessoa poderá fazer a pesquisa por uma das categorias: matrícula, CPF, RG ou nome + nome da mãe + data de nascimento. Após fornecer os dados, o sistema informa se a pessoa procurada está presa e onde está. O resultado é imediato, trazendo mais agilidade na prestação de serviço ao cidadão.

Por questão de segurança, é necessário que a pessoa que fizer a solicitação tenha uma conta gov.br. A conta gov.br é uma identificação digital gratuita que permite aos cidadãos brasileiros acessar serviços públicos digitais com segurança. Só será permitida uma consulta por vez. Após a finalização da consulta, será necessário realizar um novo login para acessar novas informações.

Fonte: SAP

terça-feira, 8 de outubro de 2024

“Nossas mentes, nossos direitos”: 10/10 – Dia Mundial da Saúde Mental

 

O Dia Mundial da Saúde Mental foi instituído em 10 de outubro de 1992 pela World Federation of Mental Health. Desde então, tem sido observado todos os anos com o objetivo de sensibilizar a comunidade global sobre agendas críticas de saúde mental através da colaboração com vários parceiros para tomar medidas e criar mudanças duradouras. Ao longo dos anos, este dia ganhou impulso, tornando-se uma plataforma
para governos, organizações e indivíduos desenvolverem iniciativas que se concentrem em vários aspectos dos cuidados de saúde mental.

Todas as pessoas, quem quer que sejam e onde quer que estejam, têm direito ao mais alto padrão possível de saúde mental. Isto inclui o direito de ser protegido contra riscos de saúde mental, o direito a cuidados disponíveis, acessíveis, aceitáveis ​​e de boa qualidade, e o direito à liberdade, independência e inclusão na comunidade.

Uma em cada oito pessoas em nível mundial vive com problemas de saúde mental, o que pode afetar a sua saúde física, o seu bem-estar, a forma como se relaciona com os outros e os seus meios de subsistência. Atualmente, um número crescente de adolescentes e jovens faz parte desse grupo.

Ter um problema de saúde mental nunca deve ser motivo para privar uma pessoa dos seus direitos humanos ou para excluí-la das decisões sobre a sua própria saúde. No entanto, em todo o mundo, essas pessoas continuam a sofrer uma vasta gama de violações dos direitos humanos. Muitos são excluídos da vida comunitária e discriminados, enquanto muitos outros não têm acesso aos cuidados de que necessitam ou só podem aceder a cuidados que violem os seus direitos humanos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) enfatiza que continua a trabalhar com os seus parceiros para garantir que a saúde mental seja valorizada, promovida e protegida, e que sejam tomadas medidas urgentes para que todos possam exercer os seus direitos humanos e aceder aos cuidados de saúde mental de qualidade de que necessitam.

 

No Brasil, a Política Nacional de Saúde Mental é uma ação do Governo Federal, coordenada pelo Ministério da Saúde, que compreende as estratégias e diretrizes adotadas pelo país para organizar a assistência às pessoas com necessidades de tratamento e cuidados específicos em saúde mental. Abrange a atenção a pessoas com necessidades relacionadas a transtornos mentais como depressão, ansiedade, esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar, transtorno obsessivo-compulsivo etc., e pessoas com quadro de uso nocivo e dependência de substâncias psicoativas, como álcool, cocaína, crack e outras drogas.

O acolhimento dessas pessoas e seus familiares é uma estratégia de atenção fundamental para a identificação das necessidades assistenciais, alívio do sofrimento e planejamento de intervenções medicamentosas e terapêuticas, se e quando necessárias, conforme cada caso. Os indivíduos em situações de crise podem ser atendidos em qualquer serviço da Rede de Atenção Psicossocial, formada por várias unidades com finalidades distintas, de forma integral e gratuita, pela rede pública de saúde.

A Rede de Atenção Psicossocial corresponde a um conjunto articulado de diferentes pontos de atenção à saúde, instituída para acolher pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A assistência em saúde mental no Brasil envolve o Governo Federal, Estados e Municípios. São cerca de vinte diferentes modalidades de serviços que garantem ofertas diferentes para as diferentes demandas de cuidados.

Os principais atendimentos em saúde mental são realizados nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) que existem no país, onde o usuário recebe atendimento próximo da família com assistência multiprofissional e cuidado terapêutico conforme o quadro de saúde de cada paciente. Em algumas modalidades desses serviços também há possibilidade de acolhimento noturno e/ou cuidado contínuo em situações de maior complexidade.

A atenção básica é componente importantíssimo da Rede de Atenção Psicossocial. Esse nível de atenção em saúde tem como princípio possibilitar o primeiro acesso das pessoas ao sistema de Saúde, inclusive para quem demanda cuidado em saúde mental. Todos os pontos de atenção da Atenção Básica compõem a RAPS.

 

Fontes:

Ministério da Saúde
Organização Mundial da Saúde (OMS)
Reforma Psiquiátrica e Política de Saúde Mental no Brasil

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

03 de outubro Dia Mundial do Dentista

Conheça a importância do dentista para saúde bucal; atendimento começa na atenção primária
Uma boa higiene bucal diminui o risco de desenvolvimento de problemas de saúde na boca


O Dia Mundial do Dentista!

Por esse motivo, o Ministério da Saúde traz informações para reforçar a importância do dentista para além da saúde bucal da população. Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o atendimento bucal começa na Atenção Primária e é realizado pelas equipes de Saúde Bucal, que integram as equipes da estratégia Saúde da Família, em uma das mais de 41 mil Unidades Básicas de Saúde.

A equipe de Saúde Bucal é responsável pelo cuidado contínuo e atua na Atenção Primária à Saúde. Esses profissionais são responsáveis por realizar ações de promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde, buscando resolver pelo menos 80% das demandas apresentadas pelos cidadãos. Atualmente, existem cerca de 28 mil Equipes de Saúde Bucal na Estratégia Saúde da Família, presentes em 5.226 municípios brasileiros.

O primeiro passo a ser dado por quem precisa de cuidado em saúde bucal é buscar uma Unidade de Saúde. O Ministério da Saúde disponibiliza a plataforma Conecte-SUS, que pode ser acessada por dispositivos móveis ou pelo computador. Essa plataforma está disponível para toda a população ter fácil acesso a qual Unidade de Saúde mais próxima de sua localização oferta atendimento odontológico, mostrando, inclusive, quais procedimentos são realizados neste local.

O SUS conta ainda com 198 Unidades Odontológicas Móveis, que são veículos devidamente adaptados e equipados para o desenvolvimento de ações de atenção à saúde bucal que permitem ampliar o acesso aos tratamentos odontológicos a populações específicas e vulneráveis. Isso quer dizer que 94% dos municípios brasileiros apresentam oferta de serviços odontológicos à população de forma mais próxima de sua residência e/ou local de trabalho, favorecendo o seu potencial de resolutividade e acompanhamento da saúde das pessoas.

Além do que pode ser resolvido na Atenção Primária, existem situações de saúde bucal em que o paciente precisa ser encaminhado à atenção especializada, como os Centros de Especialidades Odontológicas (CEO). Essas unidades ofertam as principais especialidades necessárias à integralidade do cuidado em saúde bucal, como serviços de diagnóstico bucal, com ênfase no diagnóstico e detecção do câncer de boca e outras lesões; periodontia especializada; cirurgia oral menor dos tecidos moles e duros; endodontia e atendimento a portadores de necessidades especiais.

Atualmente, existem 1.184 Centros de Especialidades Odontológicas em todo o país, que realizaram até julho de 2021 o total de 3.272.564 procedimentos. Além disso, os Centros de Especialidades Odontológicas que são aderidos à Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência e que recebem um custeio mensal adicional, registraram este ano, entre janeiro e julho, 336.244 procedimentos. Há ainda o Programa Brasil Sorridente, que oferta o serviço de reabilitação oral de prótese por meio dos 3.244 Laboratórios Regionais de Prótese Dentária financiados pelo Ministério da Saúde de norte a sul. Até julho de 2021, foram confeccionadas e entregues 291.784 próteses dentárias à população de todo o Brasil.

O Brasil Sorridente tem interface com diversas ações e programas do Ministério da Saúde, como o Brasil Sorridente Indígena, Programa Saúde na Escola, Rede de Cuidado às Pessoas com Deficiência, Convenção de Minamata e Fluoretação das Águas de Abastecimento Público, entre outras. O programa coopera ainda com ações para a qualificação profissional e científica dos profissionais e para a educação em saúde da população

A rede pública de saúde está preparada para oferecer tratamento integral e gratuito para prevenir e promover a saúde bucal da população. Além de melhorar a qualidade de vida, prevenir e controlar diversas doenças e problemas bucais, como cáries, mau hálito e até perda dos dentes, uma boa saúde bucal, com devido acompanhamento profissional, também diminui o risco do desenvolvimento de problemas de saúde sistêmicos, podendo inclusive evitar infecções generalizadas originadas de problemas bucais.

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Principais problemas bucais


Os principais problemas que acometem a saúde bucal no Brasil e que têm sido objeto de estudos em virtude dos impactos que podem causar na vida das pessoas são:Cárie: É uma das doenças bucais mais comuns no mundo. Caracteriza-se pela destruição das estruturas calcificadas dos dentes (esmalte, dentina e cemento). A cárie é silenciosa e causa destruição progressiva dos dentes. É provocada pelos ácidos produzidos pelas bactérias da placa bacteriana quando ingerimos açúcar com frequência. A cárie pode causar dor e desconforto.
Placa bacteriana: Também denominada de biofilme dental pelos profissionais de odontologia, a placa bacteriana é uma película viscosa e incolor formada por bactérias e restos alimentares acumulados na superfície dos dentes e na gengiva. Ela se desenvolve mais rápido com a ingestão frequente de açúcares. Se não for removida, pode causar cáries, cálculo dentário, doenças da gengiva e mau hálito.

Gengivite: Causada pelo acúmulo de placa bacteriana. A doença começa com a inflamação da gengiva. Inicialmente, nota-se que a gengiva sangra e a pessoa sente gosto de sangue. Quando isso ocorre, não se deve parar de escovar os dentes nas partes próximas da gengiva, pois a situação piora quando se faz isso. O que se deve fazer é melhorar a escovação dos dentes e o uso do fio dental. Lembre-se: gengiva sadia não sangra!
Doença Periodontal: Com o passar do tempo, a gengivite pode avançar para a parte interna, atingindo o osso ao qual o dente está ligado. Nesta etapa, ocorre perda de osso e de outras estruturas que fazem o suporte dos dentes, produzindo sangramento, pus, sensibilidade, retração da gengiva, mobilidade dos dentes, o que pode levar à perda dentária. A principal causa de perda dentária entre adultos e idosos ocorre em decorrência de doenças da gengiva.

Traumatismo dentário: Ocasionado principalmente por forte impacto na superfície dos dentes, como por exemplo no caso de quedas, e pode acarretar desde pequenas fraturas até a avulsão do dente, ou seja, a completa saída do dente dos tecidos de suporte. O uso de equipamentos de proteção na prática de esportes ou outras atividades que podem gerar risco de impactos na região da boca é uma forma de evitar o trauma dental.

Má oclusão: Posicionamento irregular de dentes e/ou da maxila e mandíbula, acarretando desde problemas estéticos até problemas funcionais e de fala.

Lesões bucais: São lesões na forma de bolhas, manchas, nódulos, úlceras, sendo que as causas podem envolver múltiplos fatores. Em casos em que há alguma alteração na mucosa por mais de 15 dias de forma indolor, procure imediatamente o cirurgião-dentista, essa lesão pode ser indício de câncer de boca, principalmente naquelas pessoas que fumam e bebem bebidas alcoólicas.

Mau hálito: tem várias causas, como falta de escovação adequada e falta do uso do fio dental, problemas gástricos e outros problemas sistêmicos, é importante procurar um profissional para investigar a causa e tratá-la. Portanto, fique alerta! Ao sinal de qualquer um desses problemas é importante procurar o atendimento odontológico. O SUS está preparado com profissionais dentistas para cuidar da sua saúde geral e bucal.

SB Brasil


Para conhecer mais sobre a condição de saúde bucal da população, o Ministério da Saúde em conjunto com a Universidade Federal de Minas Gerais, está desenvolvendo a pesquisa SB Brasil. Esta é uma pesquisa domiciliar, ou seja, dentistas e técnicos ou auxiliares de saúde bucal de 422 cidades brasileiras irão à casa de mais 50 mil pessoas, a partir de novembro de 2021 até março de 2022, para avaliar como está a saúde bucal desta população, seguindo todos os protocolos orientados pela ANVISA para garantir a biossegurança de todos durante o contexto da Covid-19.

Assim, o Ministério da Saúde aproveita a data para agradecer aos 848 dentistas que irão se dedicar na busca de dados para fortalecer a saúde bucal no Brasil, são dados que poderão trazer informações de como está o acesso aos serviços e qual é a situação da Rede de Atenção em relação aos principais agravos de saúde bucal na população brasileira.

Se você tem 5, 12, 15 a 19 anos, 35 a 44 anos ou 65 a 74 anos e reside em um dos locais onde a pesquisa vai ocorrer, participe! Esse dado fortalece o SUS!

Acesse aqui - https://aps.saude.gov.br/public/img/portaldab/geral/sb2020/


terça-feira, 1 de outubro de 2024

Outubro Rosa

Outubro Rosa


A campanha do Outubro Rosa 2024 tem como objetivo motivar e instrumentalizar a população e os profissionais de saúde para as ações de controle e o cuidado integral relativos aos câncer de mama e do colo do útero, com foco na prevenção e na detecção precoce.


O Outubro Rosa é um momento de mobilização social para reforçar mensagens sobre prevenção e detecção precoce do câncer de mama. Essa campanha vem sendo considerada uma oportunidade para ampliar a abordagem da saúde da mulher e a prevenção do câncer, de forma mais ampla, incluindo também o câncer do colo do útero.

Câncer de mama


O câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres no Brasil. A prevenção primária e a detecção precoce contribuem para a redução da incidência e da mortalidade por essa neoplasia. A população deve ser informada quanto ao tema para que possa adotar medidas que protejam a sua saúde.

A prevenção primária do câncer de mama consiste em reduzir os fatores de risco modificáveis e promover os fatores de proteção para a doença. A prática de atividade física, a manutenção do peso corporal adequado, por meio de uma alimentação saudável, e evitar o consumo de bebidas alcóolicas estão associadas à redução do risco de desenvolver câncer de mama. A amamentação também é considerada um fator protetor.

O diagnóstico precoce consiste na abordagem oportuna das mulheres com sinais e sintomas suspeitos de câncer para identificação da doença em fase inicial, a fim de possibilitar tratamento efetivo e maior sobrevida. É importante informar as mulheres e os profissionais de saúde sobre o reconhecimento dos sinais e sintomas do câncer de mama, bem como organizar a rede de atenção à saúde para garantir o acesso rápido e facilitado ao diagnóstico e tratamento da doença. A orientação é que a mulher observe e apalpe suas mamas sempre que se sentir confortável para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem técnica específica, valorizando-se a descoberta casual de pequenas alterações mamárias.

A segunda estratégia de detecção precoce do câncer de mama é o rastreamento mamográfico. Além de estar atenta ao próprio corpo, é recomendado que mulheres de 50 a 69 anos, de risco padrão, façam uma mamografia de rastreamento a cada dois anos. Esse exame pode ajudar a identificar o câncer antes de a pessoa ter sintomas. A mamografia nesta faixa etária, com periodicidade bienal, é a rotina adotada na maioria dos países que implantaram o rastreamento organizado do câncer de mama e baseia-se na evidência científica do benefício desta estratégia na redução da mortalidade neste grupo.

Para mulheres com risco elevado de câncer de mama, recomenda-se que tenham acompanhamento médico individualizado, pois não há ainda uma recomendação específica para esse grupo.

É importante que as mulheres estejam sempre atentas aos sinais e sintomas suspeitos do câncer de mama:caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor;
pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja, alterações no bico do peito (mamilo) e saída espontânea de líquido de um dos mamilos.
Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou na região embaixo dos braços (axilas).

Câncer do colo do útero


O câncer do colo do útero é a terceira neoplasia mais frequente em mulheres no Brasil, com grandes desigualdades regionais e maior incidência e mortalidade nas Regiões menos desenvolvidas do País, em especial a Região Norte. Está em curso uma chamada global para a eliminação da doença por ser praticamente 100% prevenível por vacina e rastreamento.

O câncer do colo do útero está associado à infecção persistente por subtipos oncogênicos do vírus HPV (Papilomavírus Humano), especialmente o HPV-16 e o HPV-18, responsáveis por cerca de 70% dos cânceres cervicais. A infecção pelo HPV é muito comum. Estima-se que cerca de 80% das mulheres sexualmente ativas irão adquiri-la ao longo de suas vidas. A maior parte dos casos regride espontaneamente. Quando isso não ocorre, pode ocorrer o desenvolvimento de lesões precursoras que, se identificadas e tratadas adequadamente, possibilita prevenir a progressão para câncer.

A principal forma de prevenção é a vacinação contra o HPV, que protege contra os subtipos oncogênicos 6, 11, 16 e 18. Os dois primeiros causam verrugas genitais e os dois últimos são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero.

A recomendação atual é de dose única para meninas e meninos com idade entre 9 e 14 anos, pois esta vacina é mais eficaz se usada antes do início da vida sexual.

A vacina também está disponível no SUS para pessoas de 9 a 45 anos vivendo com HIV/Aids, transplantados e pacientes oncológicos, que apresentam maior risco de desenvolver câncer e complicações relacionadas ao HPV. Também estão incluídas as pessoas, nessa faixa etária ampliada, que foram vítimas de violência sexual, devido ao risco aumentado de desfechos negativos relacionados ao HPV, e também as portadoras de papilomatose respiratória recorrente (PPR).

A detecção precoce do câncer do colo do útero é feita atualmente pelo exame citopatológico do colo do útero, na faixa etária de 25 a 64 anos, a cada três anos.


Saiba mais.

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Setembro Amarelo

 

Setembro Amarelo



O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a importância da prevenção do suicídio. Agradecemos por acessar o site. Juntos, podemos fazer a diferença e mostrar que a vida importa.

O Setembro Amarelo surgiu com a ideia de quebrar tabus, reduzir estigmas, estimular que as pessoas busquem e ofereçam ajuda.

Desde 2015, quando ocorreu a primeira edição, ano a ano este movimento vem crescendo com mais pessoas reconhecendo que falar sobre suicídio é fundamental, mas exige cuidados.

Saiba mais em: https://setembroamarelo.org.br/

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Agosto Dourado: campanha incentiva o aleitamento materno

Hora de ouro gera vínculos entre mãe e filho, além de trazer série de benefícios para saúde




Em celebração ao Agosto Dourado, campanha de conscientização sobre a importância da amamentação, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reforça a iniciativa em prol do aumento das taxas de aleitamento materno, conforme indicação da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). A cor dourada foi estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera o leite materno um “alimento de ouro”. No Brasil a campanha de Agosto Dourado é instituída pela Lei Federal n°13.345 de 12 de abril de 2017.

Ainda de acordo com a OMS, a recomendação é que os bebês sejam alimentados exclusivamente com leite materno até os 6 meses de idade. E que, mesmo após a introdução dos primeiros alimentos sólidos, sigam sendo amamentados até, pelo menos, os 2 anos de idade. Além disso, a hora de ouro (“golden hour”) é a primeira hora da mãe com o recém-nascido. Com o intuito de possibilitar o contato da mãe com o bebê imediatamente após o parto, este momento foi idealizado para promover a continuação do vínculo que começou durante a gestação e ajudar o bebê na transição do útero para o ambiente externo.

“Na ANS, consideramos muito importante estimular a amamentação por suas vantagens nutricionais e por possuir anticorpos, favorecendo a proteção contra infecções, alergias e diarreia. Para isso, temos algumas iniciativas na Agência como o Movimento Parto Adequado e a Certificação em Parto Adequado, que envolvem as operadoras neste esforço de conscientização e de promoção de melhores práticas”, declarou Maurício Nunes, diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS.

Segundo o Ministério da Saúde, o ato de amamentar é bom não só para a saúde do bebê, como também para a saúde da mulher, pois reduz as chances de sangramento pós-parto; ou de desenvolver anemia, câncer de mama e de ovário, diabetes e infarto do coração. A amamentação ainda colabora com a mulher a perder mais rápido o peso que ganhou durante a gravidez.

“O leite materno humano é muito mais do que um alimento perfeito, é, provavelmente, o remédio mais específico e personalizado que a criança receberá em toda a vida”, comenta Ana Paula Cavalcante, Gerente de Estímulo à Inovação e Avaliação da Qualidade Setorial da Agência.


 Fonte: Gov.br

quinta-feira, 25 de julho de 2024

27 de Julho é o Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho

 

Medidas preventivas adequadas e contínuas evitam ou minimizam impactos negativos tanto para os trabalhadores quanto para as empresas

O Brasil celebra 52 anos da criação das Portarias nº 3.236 e 3.237, de 27 de julho de 1972. Depois da regulamentação da formação técnica de profissionais médicos e técnicos em segurança e saúde no trabalho, foi instituído o Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho. A data tem como objetivo principal reduzir os índices de acidentes, doenças ocupacionais, fatalidades e os custos decorrentes a esses eventos.

Entre 2012 e 2022, de acordo com dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab), foram notificados 6.774.543 acidentes de trabalho. 25.492 desses acidentes resultaram em morte. Em virtude de afastamentos previdenciários acidentários registrou-se 461.424.375 dias de trabalho perdidos. Ainda no mesmo período, os gastos estimados consideraram valores de pagamentos pelo INSS de benefícios de natureza acidentária chegaram a R$136.741.183.393,1, ou seja, um real a cada dois milésimos de segundo.

Diante dessa realidade, a prevenção de acidentes de trabalho é apontada por especialistas como de extrema importância por diversos motivos: a proteção da saúde e da vida dos (as) trabalhadores (as), melhoria da qualidade de vida no trabalho, redução de custos, cumprimento das normas e leis, aumento da produtividade, preservação da imagem da empresa, desenvolvimento sustentável e responsabilidade social.

Origem da data 27 de julho


A Fundacentro, desde a década de 1960, cumpre a sua missão para promover a melhoria das condições de trabalho no país. São realizados pesquisas, estudos e capacitação. Além disso, desenvolve ações voltadas para a prevenção de acidentes e doenças relacionados ao trabalho.

Por meio da equipe técnica, a instituição busca gerar conhecimento técnico-científico na área de segurança e saúde no trabalho, bem como disseminar essas informações para empregadores, trabalhadores, órgãos governamentais e sociedade em geral.

O médico do trabalho, René Mendes, na década de 1970, fazia parte do quadro de especialistas da Fundacentro e presenciou a aprovação das portarias importantes na instituição do Plano Nacional de Valorização do Trabalhador e a obrigatoriedade dos serviços de medicina do trabalho e engenharia de segurança do trabalho (Sesmt).

“Eu havia conhecido a Fundacentro em outubro de 1971, e depois, me aproximado em abril de 1972, em função do 2º Ciclo de um Curso Internacional de Medicina do Trabalho, promovido por ela, em parceria com a Universidade de Strasbourg (França). Ao final do curso, fui contratado, exatamente em 2 de maio de 1972, como estagiário de Medicina do Trabalho”, lembra.

O médico que faz parte da Frente Ampla em Defesa da Saúde dos Trabalhadores, na época, trabalhou com a engenheira Berenice Goelzer; o médico Joaquim Augusto Junqueira e o médico Edgard Pereira da Silva. Também com os engenheiros Leonídio Francisco Ribeiro Filho e Oswaldo Paulino Filho. Também eram mentores externos e profissionais pioneiros, os professores e médicos Diogo Pupo Nogueira e Benjamin Alves Ribeiro, ambos da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo - FSP/USP, e Oswaldo Paulino, da Associação Nacional de Medicina do Trabalho - Anamt e Petrobras, e o médico Bernardo Bedrikow, do Serviço Social da Indústria de São Paulo - Sesi/SP.

“Quando entrei para trabalhar na instituição, o presidente era o Jorge Duprat Figueiredo e o superintendente Moacyr Gaya, e a assessoria jurídica era realizada por Eduardo Gabriel Saad. Para a nossa alegria, quase surpresa, no dia 25 de julho daquele ano de 1972, foi assinado pelo então presidente da República Emilio Garrastazu Médici (estávamos em plena Ditadura Cívico-Militar), o Decreto nº 70.861, em parceria com o ministro do Trabalho Júlio Barata, que estabelecia prioridades quanto à política de valorização do trabalhador, entre as quais a preparação de técnicos em Higiene e Segurança do Trabalho e a intensificação das campanhas de esclarecimento público das medidas de proteção contra os acidentes de trabalho”, destaca René.

Portarias e a intensificação da prevenção de acidentes


Dois dias depois da publicação do decreto, em 27 de julho de 1972, foram publicadas as portarias nº 3.236 e 3.237. “Outra alegria para todos nós que trabalhávamos na Fundacentro, foi quando o ministro do Trabalho, Júlio Barata, assinava a Portaria nº 3.236 que aprovava os subprogramas, projetos e atividades prioritárias do Programa Nacional de Valorização do Trabalhador, com 9 metas, dentre as quais, a Meta IV para preparar no período de 1973 e 1974, 13.939 profissionais de nível superior e médio para o controle de Segurança e Higiene do Trabalho. Em seguida, promover a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho com a finalidade de divulgar conhecimentos técnicos e ministrar ensinamentos práticos de prevenção de acidentes, segurança, higiene e medicina do trabalho. A instituição foi encarregada de coordenar e executar a Meta IV”, exalta o médico.

Completa que na mesma data, o mesmo ministro do Trabalho assinou a Portaria nº. 3.237, tornando obrigatório os serviços de medicina do trabalho e engenharia de segurança do trabalho em todas as empresas com mais de 100 funcionários. Também nesse período que a Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) foi atualizada e determinava a atuação e a formação de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).

“Com a publicação da portaria que mencionava as atribuições dos estabelecimentos, além de Cipas, um Serviço Especializado em Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho, na regulamentação do art. 164 da CLT. O prazo inicial foi de dois anos para esta implementação, que mais tarde foi adiada por mais um ano (Portaria nº 3.089, de 2 de abril de 1973). Ou seja, deveriam ser criados os Serviço Especializados em Segurança e Medicina do Trabalho (Sesmt), com pessoal qualificado, e a Fundacentro foi designada para coordenar este esforço nacional, combinando os desafios da Meta IV da Portaria nº 3.236, com os conteúdos técnicos preconizados pela Portaria nº 3.237”, ressalta.

René comenta que o dia 27 de julho tem que ser muito celebrado, e isto inclui a divulgação intensificada do Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho com campanhas, ações, iniciativas para proteger a integridade física e mental dos (as) trabalhadores (as), reduzir custos para as empresas e promover uma cultura de segurança no ambiente laboral.

“Nós, da Fundacentro, começamos a trabalhar com muito entusiasmo, primeiro para montar os currículos para a formação de Engenheiros de Segurança do Trabalho, Médicos do Trabalho e Técnicos de Segurança do Trabalho e, num primeiro momento, os chamados Auxiliares de Enfermagem do Trabalho. Montados os currículos, com a ajuda de muitas entidades, profissionais, universidades e escolas técnicas, a instituição estabeleceu convênios para levar a formação intensiva a todos os estados do Brasil. Estávamos no ’epicentro’ deste mutirão nacional, apesar de jovens e com bagagem ainda escassa. Foi o início do grande ‘boom’ da Fundacentro. Permaneci até fevereiro de 1976 e sou testemunha ocular da história, e um de seus construtores”, enfatiza.

Embora o médico tenha trabalhado como um dos especialistas até 1976, ainda hoje é parceiro nas atividades da instituição. As ações de SST, desenvolvidas pela instituição em conjunto com parceiros, fomentam a essencialidade da prevenção de acidentes de trabalho como um tema contínuo na agenda no mundo do trabalho, como forma de reduzir os riscos ocupacionais e garantir o bem-estar dos (as) trabalhadores (as).

Saiba mais:

Fundacentro: Livro Meio século de Segurança e Saúde no Trabalho

Conheça a História da Fundacentro

Assista ao vídeo com a pesquisadora da Fundacentro, Thaís Helena Barreira, sobre Acidentes com Motociclistas Profissionais.

quarta-feira, 10 de julho de 2024

10/7 – Dia da Saúde Ocular

 



Para ter uma visão saudável é importante cultivar alguns hábitos para que os olhos – órgãos tão sensíveis e que estão sempre expostos ao contato natural, físico ou cosmético, se mantenham com saúde.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 50 milhões de brasileiros sofrem algum tipo de distúrbio da visão. Deste número, 60% dos casos são de cegueira e deficiência visual. Porém, se fossem tratados com antecedência, poderiam ter sido evitados.

O Dia da Saúde Ocular tem a intenção de alertar a população e os profissionais de saúde para a importância da prevenção e do diagnóstico de doenças oculares que, se não tratadas, podem levar à perda da visão.

Principais doenças oculares:

– conjuntivite aguda bacteriana: é reconhecida pela vermelhidão, secreção aquosa, mucosa ou purulenta. Recomendações: fazer lavagens e limpeza local freqüentes com soro fisiológico ou água filtrada fervida. Se não houver melhora em dois ou três dias, procurar um oftalmologista;
– conjuntivite aguda viral: é reconhecida pela vermelhidão, lacrimejamento e pouca ou nenhuma secreção; às vezes pode ocorrer hemorragia. Se não houver melhora em uma a três semanas, deve-se procurar um oftalmologista;
– tracoma: é uma conjuntivite crônica, reconhecida por vermelhidão ocular, que pode levar à cegueira. Deve ser tratada por oftalmologista;
– catarata: é a opacificação do olho (cristalino). É reconhecida pela alteração de cor da pupila, que pode variar entre o cinza e o branco. Acarreta a perda gradativa da acuidade visual, porém sem dor. Deve ser tratada por meio de cirurgia pelo médico oftalmologista;
– glaucoma: é o aumento da pressão intra-ocular. Deve ser diagnosticada e tratada pelo oftalmologista.

Dicas de proteção para os olhos:

– evitar coçar os olhos;
– cuidados com a maquiagem: remover os produtos de beleza dos olhos antes de dormir; não usar produtos fora do prazo de validade; não usar produtos de outra pessoa; usar produtos antialérgicos e sem conservantes;
– verificar regularmente o nível de glicose no sangue para evitar problemas oculares provocados pela diabetes;
– ao menos uma vez por dia, higienizar a área em volta dos olhos, como pálpebras, cílios e cantos, para remover impurezas e secreções secas evita coceira, irritação ou até conjuntivite;
– piscar com mais frequencia e fazendo pausas repetidas lubrifica as córneas, evita o ressecamento dos olhos, descansa a vista e auxilia no combate à chamada síndrome da visão de computador;
– usar protetor ocular sempre que houver risco de algo atingir seus olhos;
– lavar os olhos com bastante água limpa se neles cair qualquer substância;
– usar óculos ou lentes de contato apenas quando prescritos por médico oftalmologista;
– antes de colocar ou ao tirar as lentes de contato, lavar bem as mãos e higienizar as lentes com produtos indicados pelo fabricante. O estojo onde as lentes são guardadas também deve estar sempre limpo;
– uilizar óculos escuros em ambientes com claridade excessiva;
– consumir mais peixe: o alimento é rico em ômega 3 e contém vitaminas A, B,D e E, essenciais para a saúde;
– não fumar, praticar exercícios físicos, manter o peso adequado e uma boa alimentação, são atitudes saudáveis inclusive para os olhos;
– visitar regularmente o médico oftalmologista para fazer exames preventivos!


Fontes:

Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Ministério da Saúde e Confederação Nacional dos Transportes. Saúde ocular (folder impresso).
Ministério da Saúde. Informações básicas para a promoção da saúde ocular (folheto impresso).

“Julho Amarelo”: Mês de luta contra as hepatites virais

 

A campanha “Julho Amarelo” foi instituída no Brasil pela Lei nº 13.802/2019 e tem por finalidade reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais.

A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns medicamentos, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas.

Nem sempre a doença apresenta sintomas, mas quando aparecem, estes se manifestam na forma de cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

No caso específico das hepatites virais, que são o objeto da campanha Julho Amarelo, estas são inflamações causadas por vírus classificados pelas letras do alfabeto em A, B, C, D (Delta) e E.

– Hepatite A: tem o maior número de casos, está diretamente relacionada às condições de saneamento básico e de higiene. É uma infecção leve e se cura sozinha. Existe vacina.

– Hepatite B: é o segundo tipo com maior incidência; atinge maior proporção de transmissão por via sexual e contato sanguíneo. A melhor forma de prevenção para a hepatite B é a vacina, associada ao uso do preservativo.

– Hepatite C: tem como principal forma de transmissão o contato com sangue. É considerada a maior epidemia da humanidade hoje, cinco vezes superior à AIDS/HIV. A hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado.  A doença pode causar cirrose, câncer de fígado e morte. Não tem vacina.

– Hepatite D: causada pelo vírus da hepatite D (VHD) ocorre apenas em pacientes infectados pelo vírus da hepatite B. A vacinação contra a hepatite B também protege de uma infecção com a hepatite D.

– Hepatite E: causada pelo vírus da hepatite E (VHE) e transmitida por via digestiva (transmissão fecal-oral), provocando grandes epidemias em certas regiões. A hepatite E não se torna crônica, porém, mulheres grávidas que forem infectadas podem apresentar formas mais graves da doença.

Formas de contágio:

As hepatites virais podem ser transmitidas pelo contágio fecal-oral, especialmente em locais com condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos; pela relação sexual desprotegida; pelo contato com sangue contaminado, através do compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos perfuro-cortantes; da mãe para o filho durante a gravidez (transmissão vertical), e por meio de transfusão de sangue ou hemoderivados.

O contágio via transfusão de sangue já foi muito comum no passado, mas, atualmente é considerado raro, tendo em vista o maior controle e a melhoria das tecnologias de triagem de doadores, além da utilização de sistemas de controle de qualidade mais eficientes.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda, com menor frequência, o vírus da hepatite D (mais comum na região Norte do país) e o vírus da hepatite E, que é menos frequente no Brasil.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para todos os tipos de hepatite, independentemente do grau de lesão do fígado.

A falta do conhecimento da existência da doença é o grande desafio, por isso, a recomendação é que todas as pessoas com mais de 45 anos de idade façam o teste, gratuitamente, em qualquer posto de saúde e, em caso de resultado positivo, façam o tratamento que está disponível na rede pública de saúde.

Prevenção da hepatite A:

– a vacina contra a hepatite A é altamente eficaz e segura e é a principal medida de prevenção;
– lavar as mãos com frequência, especialmente após o uso do sanitário, trocar fraldas e antes do preparo de alimentos;
– utilizar água tratada, clorada ou fervida, para lavar os alimentos que são consumidos crus, deixando-os de molho por 30 minutos;
– cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar e peixes;
– lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras;
– usar instalações sanitárias;
– no caso de creches, pré-escolas, lanchonetes, restaurantes e instituições fechadas, adotar medidas rigorosas de higiene, tais como a desinfecção de objetos, bancadas e chão, utilizando hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária;
– não tomar banho ou brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de onde haja esgoto;
– evitar a construção de fossas próximas a poços e nascentes de rios;
– usar preservativos e higienizar as mãos, genitália, períneo e região anal, antes e após as relações sexuais.

Prevenção da hepatite B:

a vacina é a principal medida de prevenção contra a hepatite B, sendo extremamente eficaz e segura; usar preservativo em todas as relações sexuais; não compartilhar objetos de uso pessoal, tais como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings.  A testagem das mulheres grávidas ou com intenção de engravidar também é fundamental para prevenir a transmissão de mãe para o bebê. A profilaxia para a criança após o nascimento reduz drasticamente o risco de transmissão vertical.

Prevenção da hepatite C:

Não existe vacina contra a hepatite C. Para evitar a infecção é importante:

não compartilhar com outras pessoas qualquer objeto que possa ter entrado em contato com sangue (seringas, agulhas, alicates, escova de dente, etc); usar preservativo nas relações sexuais; não compartilhar quaisquer objetos utilizados para o uso de drogas; toda mulher grávida precisa fazer no pré-natal os exames para detectar as hepatites B e C, HIV e sífilis. Em caso de resultado positivo, é necessário seguir todas as recomendações médicas. O tratamento da hepatite C não está indicado para gestantes, mas após o parto a mulher deverá ser tratada.

Prevenção da hepatite D:

A hepatite D ocorre em pacientes infectados com o tipo B, portanto, a vacina contra a hepatite B, protege contra o tipo D, também.

Prevenção da hepatite E:

A melhor forma de evitar a doença é melhorando as condições de saneamento básico e de higiene, tais como as medidas para prevenir a hepatite do tipo A.

Fontes:

Agência de Vigilância Sanitária da Paraíba

Ministério da Saúde. Departamento de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis

Sociedade Portuguesa de Beneficência de Santos

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Junho vermelho traz atenção para a doação de sangue


O Junho Vermelho é campanha que ocorre durante todo o mês de junho e tem como objetivo conscientizar a população acerca da importância da doação de sangue. O Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE UFPel) utiliza o Banco de Sangue da Santa Casa de Misericórdia de Pelotas para atendimento a seus pacientes.

Atualmente, o Serviço Hemoterapia da Santa Casa recebe uma média de 700 doações por mês, disponibilizando seu banco de sangue para outras instituições de saúde como Hospital Miguel Piltcher, Hospital Clinicanp, além do próprio HE UFPel.

A enfermeira responsável pelo Banco de Sangue, Evelyn Soares, explica mais sobre a importância de doar, em especial as pessoas de grau sanguíneo negativo, os quais são mais raros e possuem estoque reduzido dentro do banco: “As doações permanentes são necessárias para mantermos nossos estoques. Hoje temos um número bem baixo de doadores voluntários, a maioria doa para alguém específico, mas são esses doadores voluntários que mantém nosso estoque”, explicou ela, que destacou que com uma doação, se pode salvar até quatro vidas.

Para doar sangue é necessário:
  • Dormir no mínimo 6 horas na noite anterior;
  • Estar bem de saúde;
  • Ter idade entre 18 e 69 anos, 11 meses e 29 dias;
  • Autorização dos pais no caso de doação de menores de 18 anos (entre 16 e 17 anos e 11 meses);
  • Pesar mais de 50kg;
  • Não ser usuário de drogas;
  • Não estar grávida ou amamentando;
  • Não ter efetuado contato sexual com pessoas que tenham comportamento de risco para doenças transmissíveis pelo sangue;
  • Estar bem alimentado, observando o intervalo mínimo de 2 horas após o almoço e 1 hora após o café ou lanche, não ultrapassando 4 horas sem alimentação;
  • Portar documento original com foto;
  • Não fumar duas horas antes da doação;
  • Não ingerir bebidas alcoólicas 12 horas antes da doação.

Existe uma janela de 60 dias entre as doações de homens (máximo de quatro doações num período de um ano), que para as mulheres duram 90 dias (máximo de três doações no período de um ano). Também há uma janela imunológica, que é o período em que uma doença infecciosa possa ser diagnosticada através de exames de laboratório. Para evitar que as pessoas nessa janela doem sangue, são realizadas entrevistas detalhadas com os pacientes.

Ao ser aprovado na entrevista, é realizada a doação, que pode durar de 5 a 15 minutos. Este sangue é separado em diferentes componentes, como hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado, podendo assim, uma doação beneficiar mais de um paciente.

Após a doação, é preciso tomar cuidados, evitando práticas como:
  • Flexionar o braço em que realizou a doação;
  • Fumar por duas horas devido à possibilidade de repercussões cardiovasculares;
  • Ingerir bebidas alcoólicas por 12 horas;
  • Exercer esforço físico durante o dia da doação;
  • Exercer atividades de risco como: operar máquinas de corte ou prensa e dirigir veículos coletivos por 12 horas; trabalhar em andaimes ou saltar de paraquedas por 24 horas; fazer pressões fortes, dobrar o braço ou tentar levantar objetos pesados com o braço utilizado para o recolhimento do sangue.
  • Caso ocorrer sangramento no local da punção venosa, reaplicar pressão direta até que cesse.
Fonte: GOV.BR

Entendendo termos prisionais

 De repente preso!     Aqui por ser uma unidade mista, onde possui diversos tipos de condenações, assim como pessoas que não foram condenada...